DA DESCONFIANÇA À PARCERIA: MINHA JORNADA COM OS PROFESSORES 

Há mais de 10 anos, quando fui fazer meu primeiro curso de Coaching, e dada a minha formação acadêmica, pensei. Quero levar esses conceitos aos professores. Ao mencionar isso para um dos colegas do curso, ouvi uma frase que marcou profundamente minha trajetória: “Professores? Não adianta, eles não querem nada com nada; E além disso, eles não têm dinheiro para pagar seu produto”. Essas palavras ecoaram em minha mente e causaram um impacto imediato. Como poderia ser verdade? Eu havia escolhido os professores como foco do meu trabalho, motivada pela minha formação, pela admiração que tinha, e ainda tenho, pela profissão e pelo desejo sincero de contribuir para a educação. Seria possível que minha missão estivesse fadada ao fracasso antes mesmo de começar?

Naquele momento, confesso, fui tomada pela insegurança. Coloquei minha ideia de trabalhar com professores na “geladeira”. Afinal, se aquele colega era mentor experiente acreditava que não valia a pena investir nos professores, quem era eu para discordar? Contudo, por mais que essa visão negativa tentasse se estabelecer, algo em mim insistia em não desistir. Havia uma convicção silenciosa, mas persistente, de que os professores não só eram receptivos a novos conhecimentos e ferramentas, como também estavam à procura de soluções para superar os desafios de seu dia a dia. Essa chama não se apagou.

Ao longo dos anos, permaneci fiel à minha paixão pela educação e segui investindo em minha formação. Participei de cursos, treinamentos e seminários que me ajudaram a entender melhor as demandas e dores dos professores. Desenvolvi ferramentas específicas para atender às necessidades dessa classe tão fundamental e, muitas vezes, tão desvalorizada. Também me dediquei a escrever livros que pudessem servir como guias práticos e inspiradores para educadores, além de ministrar palestras e treinamentos direcionados exclusivamente a eles.

Cada palestra, cada curso, cada encontro foi uma oportunidade para aprender mais e para confirmar que minha decisão estava certa. O feedback dos professores com quem trabalhei ao longo desses anos foi essencial para fortalecer minha convicção. Eles me contavam como minhas ideias haviam impactado positivamente suas práticas, como se sentiam mais motivados e como encontraram novas formas de lidar com os desafios diários. Essas histórias me mostravam que os professores não só estavam abertos ao aprendizado, mas também sedentos por ele.

Uma das grandes transformações que experimentei nesse percurso foi a mudança de perspectiva sobre a relação com os professores. Se no início havia desconfiança, hoje existe uma parceria sólida e baseada em respeito e reciprocidade. Os professores não são apenas profissionais que buscam apoio, mas também são parceiros na construção de um futuro educacional mais promissor. Cada conversa, cada história compartilhada, cada desafio superado juntos fortalece ainda mais essa relação.

Recentemente, essa caminhada alcançou um marco significativo com o lançamento do meu 8º livro, “Inteligência Pedagógica em Tempos de Inteligência Artificial”. Esta obra não é apenas um compêndio de ideias ou teorias; é o resultado de anos de estudo, experiência e pesquisa dedicados a entender como os professores podem se adaptar às demandas do século XXI. A inteligência artificial já está transformando diversas áreas e, na educação, não seria diferente. Meu objetivo com este livro é oferecer um guia prático e acessível para que os professores não apenas compreendam essas mudanças, mas também se tornem protagonistas nesse novo cenário.

O lançamento desse livro tem sido um momento de reflexão e celebração. Olhando para trás, vejo o quanto evoluí e o quanto cresci como profissional e como pessoa. Mais do que isso, percebo o impacto positivo que meu trabalho tem gerado na vida dos professores. Isso me enche de gratidão e renova minha energia para continuar nessa jornada.

Uma das maiores lições que aprendi nesse percurso é que não devemos permitir que opiniões negativas nos impeçam de perseguir nossos sonhos. Se eu tivesse aceitado a visão limitada daquele mentor, talvez hoje eu não estivesse aqui compartilhando essa história. Por outro lado, ao confiar em minha paixão e persistir, descobri um mundo de possibilidades e construí relações significativas com os professores.

O papel dos professores na sociedade é imensurável. São eles que moldam as mentes do futuro, que inspiram, que despertam curiosidade e que ajudam os alunos a descobrirem seu potencial. Contudo, muitas vezes, enfrentam desafios enormes, como a falta de reconhecimento, de recursos e de apoio. Por isso, acredito que o trabalho com professores é, acima de tudo, um ato de amor à educação e à sociedade.

Convido todos os professores a embarcarem nessa jornada comigo. Quero continuar contribuindo para seu desenvolvimento profissional e pessoal, oferecendo ferramentas e conhecimentos que possam facilitar seu trabalho e trazer mais significado à sua prática pedagógica. Juntos, podemos construir um futuro mais promissor para a educação.

Se você é professor ou conhece algum que possa se beneficiar desse trabalho, compartilhe essa mensagem. Acredito que, unidos, podemos transformar a educação e, consequentemente, a sociedade como um todo. Para saber mais sobre meu trabalho e adquirir meu livro, basta acessar: https://noticia.ascendadigital.com.br/magna-t-barp/ ou @magnabarp ou ainda @institutohumaniza.

Esta é a minha história: uma jornada que começou com desconfiança, mas que hoje é marcada por parcerias, aprendizado e realizações. Obrigada a todos os professores que confiam no meu trabalho e que caminham ao meu lado. Juntos, seguimos construindo um mundo melhor por meio da educação.

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